Thematic cycle "Critical readings on the experience of the city" Session III

December 12, 2017

Grupo Imagem e Conceito | Ciclo temático "Leituras críticas sobre a experiência da cidade" - Sessão III

Humberto Brito, “Entrar na Cidade” 
Nuno Fonseca, “Fisiologias do 'Flâneur': panorâmicas sobre a experiência estética da cidade”

12 Dezembro 2017 | 15h00-18h00 | Sala 1.05 – Edifício I&D – FCSH

Resumos: 

- H. Brito: A partir de uma leitura crítica do livro ZZYZX (Londres: Mack, 2016), de Gregory Halpern; de parte de uma entrevista do fotógrafo italiano Guido Guidi; e de excertos de Robert Adams e Teju Cole, tentarei descrever alguns aspectos da relação de alguns fotógrafos com as cidades, em especial, a importância de andar a pé. O livro ZZYZX pode ser visto aqui: https://vimeo.com/180167848
Mais imagens de Gregory Halpern podem ser vistas na sua página pessoal: http://www.gregoryhalpern.com/
A discussão partirá de (mas não se esgotará em) algumas ideias publicadas na minha recensão a ZZYZX, na Zum, que pode ser lida aqui: https://revistazum.com.br/livros/zzyzx/.
 
- N. Fonseca: Partindo de textos e fragmentos escritos por Walter Benjamin, nomeadamente, o capítulo dedicado ao 'Flâneur' em "Charles Baudelaire - Um Poeta na Época do Capitalismo Avançado" e as anotações do Livro das Passagens também a ele dedicadas, e seguindo os ecos e reverberações de e noutros textos anteriores (Poe, Baudelaire, Huart, Fournel), seus contemporâneos (Hessel, Aragon) e posteriores (Perec, Elkin), procurarei esboçar alguns traços sinópticos desse personagem paradigmático da experiência estética da cidade (e da vida moderna): o flâneur. «Pour le parfait flâneur, pour l'observateur passionné, c'est une immense jouissance que d'élire domicile dans le nombre, dans l'ondoyant, dans le mouvement, dans le fugitif et l'infini. Être hors de chez soi, et pourtant se sentir partout chez soi ; voir le monde, être au centre du monde et rester caché au monde, tels sont quelques-uns des moindres plaisirs de ces esprits indépendants, passionnés, impartiaux, que la langue ne peut que maladroitement définir.»
Baudelaire, Le Peintre de la Vie Moderne (1863)

 

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